A notícia sobre as complicações na gravidez da cantora Léa Cristina Araújo da Fonseca (Lexa) trouxe à tona duas condições médicas graves: a pré-eclâmpsia e a síndrome de Hellp. Essas complicações, que afetaram a gestação da artista, são temas de grande relevância para a saúde materna e fetal.
Nesta matéria, obtenha informações detalhadas dessas condições, suas causas, sintomas, diagnóstico e tratamento, além de entender como elas impactaram a gravidez de Lexa.
Entendendo a pré-eclâmpsia
A pré-eclâmpsia é uma condição séria que afeta gestantes, geralmente após a 20ª semana de gravidez. Caracteriza-se principalmente pelo aumento da pressão arterial e pode causar danos a diversos órgãos do corpo.
A pré-eclâmpsia se manifesta através de hipertensão arterial (pressão igual ou superior a 140/90 mmHg) e proteinúria (presença de proteínas na urina). Em casos mais graves, pode afetar órgãos como rins, fígado, cérebro e a própria placenta.
Embora a causa exata da pré-eclâmpsia ainda não seja completamente compreendida, acredita-se que esteja relacionada a problemas na implantação da placenta. Alguns fatores de risco incluem:
- Primeira gestação
- Idade materna (menos de 18 ou mais de 40 anos)
- Histórico familiar de pré-eclâmpsia
- Obesidade
- Hipertensão crônica
- Diabetes
- Gestação múltipla
Os sintomas da pré-eclâmpsia podem variar, mas geralmente incluem:
- Dor de cabeça intensa
- Inchaço no rosto e nas mãos
- Ganho rápido de peso
- Dificuldade para respirar
- Náuseas ou vômitos após o primeiro trimestre
- Alterações na visão
- Dor abdominal no lado direito
A Síndrome de Hellp
A síndrome de Hellp é uma forma grave de pré-eclâmpsia que pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê.
O acrônimo HELLP representa:
- H: Hemólise (destruição das células vermelhas do sangue)
- EL: Enzimas hepáticas elevadas (indicando dano ao fígado)
- LP: Low Platelets (baixa contagem de plaquetas)
Os sintomas da síndrome de Hellp podem incluir:
- Dor abdominal intensa
- Náuseas e vômitos
- Mal-estar geral
- Dor de cabeça
- Alterações visuais
O diagnóstico é feito através de exames de sangue que avaliam a função hepática, contagem de plaquetas e sinais de hemólise.
Impacto na gravidez da cantora Lexa
A gravidez da cantora Lexa foi afetada por um quadro de pré-eclâmpsia precoce grave, complicada pela síndrome de Hellp. Essa combinação de condições levou a um parto prematuro e, infelizmente, à perda da bebê Sofia.
A pré-eclâmpsia precoce grave e a síndrome de Hellp colocaram em risco tanto a saúde de Lexa quanto a de sua filha. Essas condições podem levar a:
- Insuficiência de múltiplos órgãos
- Problemas de coagulação
- Restrição do crescimento fetal
- Prematuridade extrema
O caso de Lexa ressalta a importância do acompanhamento pré-natal rigoroso, especialmente em gestações de alto risco. A detecção precoce e o manejo adequado dessas condições são essenciais para melhorar os resultados maternos e fetais.
Prevenção e redução de riscos
Embora não seja possível prevenir completamente a pré-eclâmpsia e a síndrome de Hellp, existem medidas que podem ajudar a reduzir os riscos.
O acompanhamento médico regular durante a gravidez é fundamental. Isso inclui:
- Monitoramento da pressão arterial
- Exames de urina e sangue periódicos
- Avaliação do crescimento fetal
Em casos de alto risco, o médico pode recomendar:
- Suplementação de cálcio
- Uso de ácido acetilsalicílico em baixa dose (AAS infantil)
É importante iniciar essas medidas preventivas entre a 12ª e 16ª semana de gestação para maior eficácia.

Diagnóstico e monitoramento
O diagnóstico precoce é fundamental para o manejo adequado da pré-eclâmpsia e da síndrome de Hellp.
Os médicos utilizam uma combinação de:
- Medições regulares da pressão arterial
- Exames de sangue para avaliar função hepática e contagem de plaquetas
- Exames de urina para detectar proteinúria
- Ultrassonografias para monitorar o crescimento fetal
Gestantes devem estar atentas a sinais como:
- Dor de cabeça persistente
- Alterações visuais
- Dor abdominal intensa
- Inchaço repentino e generalizado